E se todos os usuários migrassem suas atividades para o universo mobile: como seria esse cenário? Diferente da web que é aberta, os smartphones são movidos a aplicativos, que na verdade são silos de informação ­ que até hoje não está indexada. O próprio Google (ou Alphabet) se sentiu ameaçado, por isso levou busca contextualizada para dentro dos apps. Em termos genéricos, a busca contextualizada é aquela que apresenta a informação correta na hora e no local que você mais precisa dela. Com o projeto Now on Tap, o Google exibe um cartão com informações coletadas de dento de aplicativos. Se você deseja saber um endereço que está escrito em uma mensagem do Whatsapp ou do Viber, por exemplo. Ou se necessita de um nome ou telefone no serviço de email. Ou se precisa de informações de meteorologia e trânsito para uma viagem. Para muitos, essa mudança é o próximo passo do futuro digital. Atualmente, o Now on Tap só funciona com informações em texto, mas é certo que o Google vai adicionar no futuro funcionalidades para outros tipos de mídia, como fotos, áudio e vídeos. Este novo sistema deve ser lançado no Android 6.0 Marshmallow. Leia sobre isso no blog do Google. Outra abordagem é que o Google não à toa abriu a plataforma do Google Now para desenvolvedores terceiros, um dos seus principais ativos na área mobile. A ideia é que o aplicativo seja no futuro o melhor da experiência do Google no mundo dos celulares inteligentes. Com uma recém­-lançada API, o Now passa a ter suporte para cerca de 100 softwares, incluindo nomes importantes como Spotify e Feedly. A ideia é que a tecnologia seja cada vez mais transparente e cômoda para o usuário. Confira mais no link. É importante também falar neste artigo sobre como os aplicativos mudam o consumo de conteúdo, com muitas diferenças em relação à experiência que temos no PC. A maior vantagem é que os smartphones e tablets estão praticamente onipresentes na nossa vida. E isso nos leva a outra questão: como o Google vai levar seu modelo de negócios para o mundo móvel? Isso porque a empresa é o que chamamos na área de negócios de two side business. Ela se apresenta ao mercado como uma plataforma de busca (entre outras atividades), mas, na realidade, está no negócio de dados e publicidade. Um dos principais atrativos e diferenciais é que a companhia oferece ao mercado justamente uma base de dados segmentada nunca vista na história. O posicionamento do Google é, mais ou menos, como o das Casas Bahia, que se apresenta ao mercado como uma loja de móveis e eletrodomésticos, mas, na verdade, está no negócio de financiamento e crediário. O próprio Google reconhece que as compras móveis ainda são uma fatia bem pequena do seu negócio. Mas aconselha o investimento em publicidade nestes dispositivos para marcar uma posição: afirma que normalmente as buscas começam no celular e a compra efetiva será realizada no desktop – já com as pistas indicadas no móvel. O que nos leva a outra questão: por estarem sempre presentes (e onipresentes), como o Google vai manter a privacidade e ao mesmo tempo proporcionar uma publicidade efetiva, se ele pode “ouvir” uma conversação, saber dos nossos gostos de filmes, músicas, lugares, pessoas. Em outras palavras, eles sabem o que está em sua tela. Para dados sensíveis, como os bancários, o Google promete não “ler” nada. E também oferece uma maneira de desabilitar a função, como se fosse um opt­out. google